Sofia Ribeiro afirma: “não podemos mascarar os dados do desemprego”

Sofia Ribeiro iniciou a sua intervenção afirmando que, apesar de estarmos “a verificar uma maior implementação a nível dos Estados-Membros” dos programas de apoio ao desemprego jovem “é essencial que se faça uma análise qualitativa [destes programas] para que saibamos, efetivamente, quais os resultados a nível europeu”. A eurodeputada afirmou que “não podemos compactuar com situações em que os Estados-Membros estão a mascarar os dados do desemprego eternizando-se em estágios e em formações, fazendo com que os nossos jovens não tenham depois uma efetiva inserção no mercado de trabalho de qualidade”.

Precisamos de fazer uma monitorização e uma avaliação muito cuidada, e individualizada ao máximo, para que façamos um combate aos abusos das empresas que estão a ficar especialistas em estágios e que fazem com que os nossos jovens fiquem eternamente dependentes destes mecanismos”, defendeu.

O encontro debatia especificamente o programa Garantia Jovem – um compromisso da Comissão Europeia até 2020, gerido individualmente pelos Estados-Membros, para que, gradualmente, e num prazo de quatro meses após o jovem sair do sistema de ensino ou do mercado de trabalho, lhe seja feita uma oferta de emprego, de estágio, de continuação de estudos, ou de formação profissional.

A Eurodeputada social-democrata terminou a sua intervenção referindo as discrepâncias existentes na Europa através do exemplo dos Açores onde o desemprego jovem “é dos mais elevados da Europa”. “É necessário ter a certeza que há, de facto, uma diferenciação ao longo de toda a Europa na forma como estes programas são implementados”, finalizou Sofia Ribeiro.